sábado, 2 de outubro de 2010

O amor é sempre novidade

Dizem que amor é pra sempre e a paixão é momentânea; Dizem que se ama de verdade apenas uma vez na vida; Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece....

 O amor  é sempre novidade, podemos amar mil vezes e todas as vezes ele será diferente; Sempre terá aquele frio na barriga, o medo de que não dê nada certo e a felicidade que, se for amor, estará em todas as ocasiões;
 Existem amores loucos, bandidos; Amores calmos, pacientes; Amores doentios e necessitados; Amores recíprocos; Amores solitários; E Amores que você daria a vida se preciso.
 Ao longo da vida, percebemos que a forma de amar muda e vivemos todo tipo de amor. Depois de um tempo você aprende a não se entregar tão fácil, a saber os limites e medir cada palavra...
O amor nos amadurece.
E é esse amadurecimento que nos faz enxergar o amor com mais pureza e discernimento. Embora seja o bom e velho amor DE SEMPRE.

sábado, 14 de agosto de 2010

Quantas vidas vivemos? By Paulo Coelho

Esta pergunta está em nossas cabeças desde o início da civilização. A vida acaba com a morte? Passamos para um outro plano? Voltamos de novo ao planeta Terra? Em meu novo livro, “O Aleph”, descrevo minha experiência pessoal a respeito de um assunto muito delicado: reencarnação.
Em primeiro lugar, precisamos deixar de lado a ideia de que o tempo pode ser medido: não pode. Criamos uma convenção que é absolutamente necessária para que a sociedade funcione – caso contrário jamais chegaríamos a tempo de pegar um trem ou o bolo terminaria queimando no fogão. Também somos obrigados a criar uma realidade visível em torno de nós, ou a raça humana jamais teria sobrevivido aos predadores. Inventamos algo chamado “memória”, como existe em um computador. A memória serve para nos proteger do perigo, permitir que possamos viver em sociedade, encontrar alimento, crescer, transferir para a próxima geração tudo que aprendemos. Mas não é a vida em si.
O tempo não passa; ele é apenas o momento presente. Aqui, neste momento em que escrevo, está o meu primeiro beijo e o som do piano que minha mãe tocava enquanto eu brincava na sala. Eu sou tudo o que fui, e tudo o que serei. Como nada tem um começo e um fim – a eternidade é o presente – estou vivendo tudo que passou e tudo que acontecerá.
Temos medo disso: desejamos, por exemplo, que o amor estacione naquele momento em que tudo está em perfeita ordem – mas isso é uma armadilha, já que o amor muda junto com o presente. Sou casado há 30 anos com a mesma mulher? Não. Ela mudou, eu mudei, nosso amor se transformou junto.
Nada começou com o nascimento e nem terminará com a morte. Talvez vocês perguntem: onde estão aqueles que partiram? Nunca, absolutamente nunca perdemos nossos seres queridos. Eles nos acompanham porque não estão mortos. Imaginemos um trem: eu não posso ver o que tem no vagão que está na minha frente, mas ali tem gente viajando no mesmo tempo e no mesmo espaço que eu, que vocês, que todo mundo. O fato de não podermos falar com eles, saber o que está ocorrendo no outro vagão, é absolutamente irrelevante; eles estão lá. Assim, aquilo que chamamos “vida” é um trem com muitos vagões. Às vezes estamos em um, às vezes estamos em outro. Às vezes atravessamos de um para o outro – quando sonhamos, ou quando nos deixamos levar pelo extraordinário.
Evidente que tudo isso pertence ao terreno do mistério. Mas quantas vezes já experimentamos aquela sensação conhecida como “dejà vu”?  por uma fração de segundo (que procuramos esquecer rápido, já que não combina com nossa lógica convencional) temos certeza que já passamos por aquele lugar, situação, ou sentimento.
Viajamos no tempo todas as noites. Fazemos isso de maneira inconsciente, quando sonhamos – vamos ao nosso passado recente ou remoto.  Acordamos pensando que vivemos verdadeiros absurdos durante o sonho; não é assim. Estivemos em uma outra dimensão, em outras vidas que estamos simultaneamente experimentando, mas onde as coisas não acontecem exatamente como aqui.
Quantas vidas já vivemos? Na verdade, a pergunta é diferente: quantas vidas estamos vivendo agora? Cabe a cada um de nós responder.


-Paulo Coelho

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Depois de um tempo

 Depois de um tempo eles já estavam separados
Sentados lado a lado
Sem nada a dizer.

Depois de um tempo eles aprenderam a viver sem o outro
Disseram que era pouco
Que era simples demais.

Depois de um tempo sem amor
ele soube o que era dor
porque nunca sentira com ela.

Depois de um tempo ela quase voltou a viver
Quase conseguiu esquecer
Mas sempre olhava pela janela.

 Depois de um tempo ela mudou de cidade
Levou a saudade
E de tudo se julgava capaz.

 Depois de um tempo ela descobriu que era só uma criança
Com o sobrenome de 'Esperança'
E que ainda iria crescer

Depois de um tempo ele deitou sob as estrelas
Jurou que podia vê-la
e assim  a encontrou

Depois de um tempo, depois de um longo tempo
ela encontrou a força e a plenitude do vento
ele estava no vento
e no vento ela pairou...

sábado, 5 de junho de 2010

Felicidade sólida

É como se a minha felicidade dependesse de uma coisa só. Só uma, nada mais. E eu sei aonde essa a felicidade se encontra. Conheço suas formas, seus contornos, seu interior é comum pra mim, aprendi a ser igual.


E por algumas vezes, essa felicidade me sorriu, me olhou, direcionou suas palavras à mim.
Mas nunca me tocou. Foi apenas uma prévia de felicidade que eu temo não encontrá-la inteiramente pronta e exclusiva a mim. Uma felicidade puramente sólida que não sabe o quanto eu quero encontrá-la e ser simplesmente feliz por toda a vida (e desejo que ela me encontre também).

Talvez a parte sentimental da felicidade esteja nesse momento instalada em um alguém; Assim como amanhã pode mudar para qualquer outro canto e eu continuarei a buscá-la, incessantemente.

Mas agora, nesse momento eu preciso da felicidade... sólida, profunda, eterna, momentânea e verdadeira. Do jeito que eu tenho em mente a receita certa pra ser feliz pelos próximos séculos. E se depois de tê-la verdadeiramente por um segundo ela mudar de foco, quer dizer que eu nunca amei a felicidade em si. Porque felicidade e amor andam lado a lado. E é impossível viver plenamente com um na ausência mortal de outro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Lenda da Mariposa

Conta a lenda que uma jovem mariposa voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou.
Excitadíssima, voltou imediatamente para casa,
louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
Que bobagem, você esta louca! - foi a resposta fria que escutou.
- As estrelas não sabem da nossa existem, para elas servimos apenas para que apreciemos e invejemos sua luz, alem do mais elas não foram feitas para que as mariposas
possam voar em torno delas, elas são inatingiveis. Procure um poste ou um abajur, e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. - Que maravilha poder sonhar!- pensava.
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, com as outras estrelas, e mesmo assim
e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar sua admiração, por que sabia que ele jamais viria até ela.
Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal.
Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho,
iria terminar chegando na estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava .
Esperava com ansiedade que a noite descesse,
e quando via os primeiros raios da estrela,
batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:
- Estou muito decepcionada com você, todas as suas irmãs, primas e sobrinhas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis e absurdos, e arranjar um amor que possa atingir.
A jovem mariposa irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece
- ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo, tentou esquecer a estrela
e apaixonar-se pela luz dos abajures de casas suntuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo.
Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e,
depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível,
mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto,
à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta. Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas
já tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas, os oceanos com ondas gigantescas,
as nuvens que mudavam de forma a cada minuto.
A mariposa começou a admirar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs, primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas,
destruídas pelo amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferente e interessante. E compreendendo que, às vezes,
os amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.

 Autor desconhecido.

sábado, 15 de maio de 2010

A capa da felicidade

Ontem foi um dia ótimo, mas de uma certa forma foi especial... Nã aconteceu nada extraordinário aos olhos de outras pessoas...  mas eu recebi um 'chacoalhão' da vida quando eu percebi o imenso valor das coisas simples e como eu sou um 'nada' em relação à tudo o que existe no mundo... Naquele fragmento de realidade olhando tudo o que me cercava, eu senti uma felicidade única por simplesmente estar viva e por poder viver aquele momento, mas faltava algo para ser melhor do que tudo... na realidade, sempre faltou.  Andando e notando tudo ao meu redor eu percebi que eu tento transmitir tantas coisas boas às pessoas que esqueço de voltar esse sentimento bom (pelo menos um pouco) pra mim... E nessa ansia incessante de dar bons sentimentos, me esqueço de olhar ao redor e receber os mesmos (para transmitir cada vez mais e melhores energias)..Percebo que tudo o que eu acredito e sinto me faz bem momentâneamente, porque quando realmente preciso de tudo o que busco (e conscientemente acho que tenho) vejo que algo está faltando, está errado e fora do lugar; Pode até existir, mas sempre acho que não vai ser bom pra mim...
Percebo que no mundo materialista de hoje, exatamente NINGUÉM consegue ler um olhar, porque se conseguissem, meu interior seria desvendado através dele; Ou eu consigo fingir MUITO bem!
Lido com a felicidade como se fosse uma capa, todos os dias ao acordar, visto-a e transmito que sou alguém plenamente feliz, mas no final do dia o cansaço toma conta e a capa sai sozinha, mostrando meu verdadeiro eu.
Minha felicidade nem sempre é recarregável... Minhas fontes de bons sentimentos nem sempre são renováveis... mas não deixo JAMAIS que percebam isso, tento esconder como se fosse o mais importante segredo. Normalmente, sorrio pra esconder qualquer sinal de infelicidade; Mas se pudessem ver o que realmente sinto e o turbilhão de sentimentos que há por trás de um simples ato, saberiam que nem sempre tenho motivos pra sorrir...

sábado, 10 de abril de 2010

Porque eu sei que é amor ♫

Amor, amor, AMOR... As vezes pergunto 'Porque existe?' 'pra que serve?' 'aonde irá me levar?'
Não existem respostas.. não existe por simplesmente ser um dos sentimentos mais bonitos, mais difíceis, mais intenso e por ser simplesmente AMOR! 
Em determinado momento da vida, cheguei a me perguntar: Não seria melhor se não pudesse senti-lo ?
Essa pergunta, por sua vez, tem uma resposta: Não, eu não seria a mesma se não sentisse amor.. porque foi com ele que aprendi a viver, a ser feliz e principalmente a chorar... Foi com ele que eu aprendi que a vida é muito mais do que se pode ver, que a saudade é a pior inimiga de alguém que ama e nem a morte separa um amor verdadeiro;  E se não pudesse senti-lo seria uma simples mortal... 

Certo dia li a segunte frase " O amor que você sentiu e o amor que você deu nunca é  perdidoe me fez pensar várias coisas sobre isso... Porque não importa o quanto você sofra, chora, se desespere, você continuará sentindo AMOR à uma certa pessoa.. Não importa o quanto ela seja próxima ou você nunca a tenha tocado... se os olhos choram, as pernas tremem, a boca seca e o coração acelera, É AMOR!

E por mais que ele te faça sofrer, não o deixe morrer...porque o amor é o ridículo e o fundamental da vida!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Aprender;

Preocupe-se em aprender a cada dia mais...
Quando pousar a cabeça no travesseiro reflita sobre todas as sucessões de fatos do seu dia e extraia uma experiência de cada um deles para que no dia seguinte sejas uma pessoa mais compreensível e melhor.. Com você mesma e com os outros;
Não espere muito das pessoas que você ama, elas não são perfeitas e não sabem o que você precisa exatamente;
Não espere nada daqueles que você acabou de conhecer, provavelmente eles têm medo de ser mais do que você espera, ou simplesmente não querem ser nada;
Não espere nada de ninguém, assim, qualquer mera atitude se tornará algo grandioso e as decepções são evitadas;
Espere que elas sejam elas mesmas em todas as circunstâncias, e, se isso não lhe agrada, parta para outra.. Mas não se engane querendo fazê-la perfeita para você só porque ela é mais um rosto bonito. Não procure por rostos, procure por corações! São eles que ficarão quando as máscaras faciais caírem.. e aí sim se saberá quem é quem...
Aprenda que sofrer faz parte da vida, é inevitável... Mas o sofrimento eterno é uma opção.. Assim como a felicidade deu lugar à dor, o sofrimento pode dar lugar à alegria novamente, e essa situação terá uma aprendizagem enorme.. basta você querer..
Aprenda que um dia você irá morrer e aprenda a querer ter uma experiência de tudo que foi vivido para que no final não haja arrependimento e que você saia com a consciência de que fez tudo que lhe foi proposto e aprendeu em todos os momentos e com todas as situações;
Anseie por aprender a cada dia mais;
Frequente lugares que irão te acrescentar algo positivo, leia o que lhe fará bem, converse com quem tem histórias e coisas a lhe ensinar...
Aprenda que a vida não é só feita de festas, bebidas e todo materialismo, isso não compra experiência, não compra história de vida, não compra aprendizagem!  aprender com os nossos atos e fatos é muito mais importante do que melhor festa da cidade, porém, o resultado que terá com a reflexão lhe servirá para toda a vida... e a festa, na semana seguinte já foi esquecida;
Queira crescer mentalmente a cada dia mais...
Só assim terá mais a ensinar, servirá como exemplo e será melhor; Com você mesmo e com o mundo!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

São tantas as dúvidas, tantas as vontades, mas nenhuma certeza.

Sim, agora eu não sei se valeu a pena me entregar por inteiro assim... Eu deveria saber que um dia eu iria sofrer bem mais do que já estava acostumada e já estava previsto, um dia iria sair descontroladamente da rotina, mas mesmo assim, eu insisti... Pensei que tudo se tornaria suportável quando VOCÊ estava envolvido. Me enganei.

E agora eu sinto tantas saudades da época em que eu precisava apenas de mim pra viver e ser feliz.
Mas aí você apareceu e eu me deixei levar por um sentimento que nem eu sabia o que era, e agora, à essa altura do campeonato eu volto ao "não saber" ao quê eu me entreguei, ao qual sentimento incerto que eu me deixei levar. Mas mesmo em vão, eu preciso dizer, eu giro em torno de você, mas confesso que seria mais fácil se eu tivesse a minha própria órbita.

Será que vale a pena continuar com um sentimento sem receber o mínimo do mesmo em troca? será que vale todas as noites perdidas, os sonhos, as saudades, as lembranças?
Será que vale continuar te amando  impulsiva e descontroladamente mas machucando a mim mesma?
Quando terá um fim? Terá? Depende de mim? do meu coração? ou de você?

Porque será que aquele sorriso que eu julgava tão meu está tão distante e não corresponde aos meus mais simples sonhos? Vale a pena sonhar sem ter a mínima chance de realizá-los? Vale a pena continuar assim?


eu precisava apenas de mim pra viver e ser feliz...


Até você aparecer... 


Eu vou tentando te apagar de uma vida toda planejada ao seu lado, e o coração trata de cuidar das feridas... 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Hoje eu acordei mais cedo
E fiquei te olhando dormir
Imaginei algum suposto medo
Para que tão logo pudesse te cobrir

Tenho cuidado de você todo esse tempo
Você está sob meu abraço, minha proteção
Tenho visto você errar e crescer, amar e voar...
Você sabe onde pousar;

Ao acordar já terei partido
estarei de longe, escondido
mas sempre perto, decerto
como se eu fosse humano, vivo
vivendo pra te cuidar, te proteger
sem você me ver, sem saber quem sou
se sou anjo ou se sou o seu amor"