sábado, 11 de agosto de 2012

Eu queria te prender com palavras. Te convidar pra uma conversa e entre um café e outro, contar de todo o meu amor. Eu queria que fosse além de um diálogo ensaiado que normalmente começa com um "Olá, tudo bom?"  Eu queria que tivesse intensidade, que tivessem surpresas e emoção. Pra você e pra mim.
Mas falta tempo de sentar e conversar, de expor o sentimento, de tirar a máscara de mulher-bem resolvida-e-independente e mostrar a menina frágil que insiste em acreditar no amor Falta tempo e sobra medo. Eu te conheço e sei que você se assusta quando ouve um "Eu te amo" de quem não tem muito contato. Imagina se eu dissesse que te amo? Por quantos minutos você iria rir? Só que não é só amor. Embora já seja o bastante. É fé, carinho e uma paz alucinante. Eu queria despertar um brilho nos seus olhos. Coisa que normalmente acontece quando você se apaixona. Eu quero te contar dos meus amores antigos antes de você chegar e não deixar o próximo amor existir.  Talvez, só de me olhar você não perceba, eu sei. E é justamente por isso que você precisa me ouvir. Com os ouvidos e o coração, você precisa. Porque só assim eu vou conseguir te tocar, te afagar o coração e te mostrar que uma conversa pode alterar nossos roteiros pra sempre. Só me convide para um café.

Ad te <3 p="p">
12/08/2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ebriedade


Sabe, amor, a  vida tá mais dura agora. Eu sinto tanta falta de quando eu podia te ver
sempre, podia te abraçar sempre, te ouvir falar. As responsabilidades me sufocam, me tiram
o ar, me tiram você, principalmente. Se você soubesse o quanto eu já chorei. Minha alma
dói, sabe? Dói por que eu queria tanto ser como todo mundo é. Ter um relacionamento estável,
uma vida estável, um emprego estável.
Mas tudo é uma loucura por aqui, você não se mantém presente e minha vida é um vai e vem
sem razão. Eu sou diferente do mundo. E dói ser diferente, dói explicar para os 'iguais'
a minha diferença. Ninguém nunca entende nada e sempre acaba me tratando como uma maluca.
Talvez seja isso mesmo, maluca por amar demais, por querer demais, por sonhar demais
e nunca ter nada. Tô me acostumando, mas tenho de admitir que a ebriedade do amor me pegou.

02/08/2012